O Kata

Os katas são sequencias predeterminadas de movimentos que foram criadas com o propósito de se preservar certas técnicas sem o recurso da palavra escrita. è a alma do Karatê-do, por permitir ao seu praticante o contat com técnicas ancestrais e dar a ele uma visão da tradição que existe na arte.

Os iniciantes da arte aprendem desde cedo que o Hata é uma luta imaginária contra 2 ou mais adversários, mas não imaginam que a coluna dorsal da arte está fundamentada neles.

Na pura tradição do Karate-do, as aulas eram todas fundamentadas na repetição dos movimentos dos Katas sozinhos ou com adiversários (Bunkai) e, Junto com os exercicios fisicos isto era o treino do Karate-do. foi esta a escola dos grandes Mestres que venciam as lutas e que eram expostos tanto em combates reais como nas lutas da vida.

Quem já treinou exaustivamente uma técnica sabe que o desafio é mas espiritual que físico, quando o corpo cansa, ele simplismente relaxa e os movimentos não saem com a mesma força e velocudade, mas ele obedece a ordem e é na determinação em continuar fazendo que reside o maior desafio.

Os movimentos executados dão força e resistência ao corpo. Mas só quando se enfrenta o desânimo é que se fortalece a mente, se cria a diciplina e se pode conseguir algum benefício real porque profunda e duradoura é a prática da arte marcial.

Segue abaixo os katas de cada faixa e seu significado:

- Faixa Branca (7ºKyu):
Kiho kata da ichi (Kata de Bases)

- Faixa Amarela (6ºKyu):
Geki sai dai ichi (Mãos Fechadas)

- Faixa Azul (5ºKyu):
Geki sai dai ni (Mãos Abertas)
Geki sai dai san

- Faixa Verde (4ºKyu):
Gekiha dai ichi
Gekiha dai ni

Saifa (Golpear e Destruir (Macaco))


- Faixa Marrom (3ºKyu):
Seiyunchi (Tirar e combater (Tigre))

- Faixa Marrom (2ºKyu):
Sanseru (Na linhagem chinesa, é o numero 36. Calcula-se simbolicamente´pela forma 6 x 6. O primeiro 6 representa: olho, ouvido, nariz lingua, corpo é espírito. O segundo simboliza: cor, voz, ofato, gosto, tato e justiça.)
Tensho (Mãos que circulam. O fundador do Goju-ryu, sensei Chojun Miyagi criou o Juno Kata(Tensho), acompanhado de Go no kata(Sanchin), baseado no Kempo chinês. A Maior parte deste kata se realiza com a mão aberta. Com esta técnica é possivel aguir com máxima energia.)
Kakoha

- Faixa Marrom (1ºKyu):
Shisochim (4 direções de combate (Dragão))

- Faixa Preta (1ºDan):
Sepai (Da Mesma Forma como o Kata Sanseru, este é o nº 18 ou seja, 6 x 3. O nº 6 representa: olho, ouvido, nariz lingua, corpo é espírito. O nº 3 representa: o bem. o mal e a paz.(Serpente))

- Faixa Preta (2ºDan):
Sesan (13 Mãos)

- Faixa Preta (3ºDan):
Kururunfa (Combate do Louva-Deus)

- Faixa Preta (4ºDan):
Suparinpei ((Kata Dos mestres) É o nº 108 em chinês, e tem um significado especial no Budismo. Acredita-se que o homem tem 108 pertubações negativas, e por isso nos templos budistas, no último dia do ano a meia-noite se faz soar um sino 108 vezes para afugentar esses e´píritos. O nº 108 (Suparinpei) se calcula da seguinte forma 36 x 3, onde 36 é seguido da mesma forma que o Sanseru e o nº 3 representa: o presente, o passado e o futuro.)


À partir do 4º Kyu tambem é exigido o kata: Sanchim (É o mais adequado para desenvolver musculatura, dado que aperfeiçoa a respiração graças a repetição constante do praticante. Tendo presente que é um Kata dificil, se pode dizer que é o mais duro do Karatê Goju-ryu. Os elementos essenciais deste Kata são os seguintes: Se diz que um praticante com a posição Sanchin Dachi é possivel receber um ataque de qualquer ponto do corpo, sem sofrer um dano excessivo. Por isso se tem uma grande consideração pela técnica da respiração em cada movimento do Kata).

Espero que tenham gostado dessa pequena introdução do que eu acho ser uma das coisas mais importantes no Karate-do os Katas.

Oss.

Faixas e Graduações

Atualmente vêm-se muitas diferenças de coloração e até mesmo de número de faixas entre os dojos e mesmo dentro do mesmo estilo de Karatê. Os estilos de Karatê possuíam originalmente apenas 2 (duas) classificações: Faixa Branca e Faixa Preta. Elas classificavam o praticante como sendo aluno ou instrutor.

Ocorre que essa classificação era utilizada num período em que as turmas iniciavam seu treinamento praticamente no mesmo período e seguiam juntas até que todos, ou a maioria, atingisse o nível de instrutor (aí então passavam a ter aulas com mestres mais avançados).

Com a massificação e ocidentalização da arte, somados ao grande volume de praticantes, o que gerou a necessidade dos dojos fazerem turmas mistas, houve também a necessidade de identificar essas turmas. Elas nem sempre começavam juntas e quase nunca caminhavam iguais até os níveis mais avançados.

Surgiu-se então a classificação de nível técnico e tempo de treino por cores de faixa começando pelas cores mais claras e escurecendo gradativamente até que o aluno atingisse a faixa preta (que é considerado como nível avançado).

A questão das cores é muito relativa e tem inúmeras interpretações dependendo do estilo e mesmo do mestre. Algumas das teorias mais comuns que justificam as cores são:

- “As faixas vão escurecendo até chegar no preto pois simbolizam a caminhada do praticante para atingir um nível avançado”.

- “A faixa preta simboliza a união do corpo e do espírito além o domínio das técnicas pois o preto é a união de todas as cores”

- “As faixas representam o tipo de técnica que é aprendida em casa fase do treinamento, que vão desde técnicas leves e neutras a fortes e ofensivas”

- “As faixas indicam o grau de responsabilidade pelos demais praticantes e pelo tipo de conduta que o praticante deve ter”


Essas são apenas algumas das mais comuns, com certeza existem outras e com as mais variadas filosofias. Os únicos conceitos que realmente parecem presentes em todas são os de união, equilíbrio e sobriedade.

Isso mostra que não importa o estilo ou mesmo a forma como é praticado, os princípios filosóficos e as bases do Karatê seguem uma mesma linha de pensamento e buscam ideais muito próximos.

O estilo Gojuryu Hakkoku Shobukan foi um dos últimos estilos de karatê tradicional a adotar essa classificação de faixas para determinar o nível técnico e tempo de treino do praticante. Por isso mesmo, segue uma coloração parecida com a maioria dos estilos, mas com algumas diferenças, ou seja, existe um número menor de faixas mas um período maior de permanência do praticante em cada uma delas.

Abaixo a nossa ordem de faixas:


Lista de Katas

Branca - Kihon Kata Dai Ichi
Amarela - Gekisai Dai Ichi
Azul - Gekisai Dai Ni /Gekisai Dai San
Verde - Gekiha Dai Ichi / Gekiha Dai Ni / Saifa
Marrom 1º kyu - Sehyonchin
Marrom 2º kyu - Sanseru / Kakuha / Sanchin
Marrom 3o kyu - Shisochin
Preta - Sepai
Preta 2o Dan - Sesan
Preta 3º Dan - Kurunfa
Preta 4º Dan - Suparinpei

Para maiores dúvidas com relação a esse assunto, debata o assunto com seu professor e procure sempre ter compreensão das sutilezas da arte, pois nelas estão muitos ensinamentos. Se você não pratica ainda, procure um dojo que atenda o que você busca.

História do Goju-Ryu



O mestre Kanryo Higashionna nasceu em Naha em 1851. Aos 10 anos colaborava com os ofícios de família, que consistia no transporte e distribuição de lenha nas illhas de Ryukyu. É dito que Higashionna tinha um porte físico pequeno, mesmo para sua idade, porém era bastante rápido nos movimentos. Entre 11 e 12 anos teve seu pirmeiro contato com artes marciais e iniciou os treinos com um mestre de lutas chinesas. Acredita-se que com a morte de seu pai durante uma luta em 1865, tenha exaltadao seu interesse acerca dos treinos, e de 1874 até os próximos 15 anos seguintes ele viajou para a China para se aperfeiçoar.


Mestre Higashionna retornou a Okinawa em 1889, a partir de então passou a desenvolver seu próprio estilo de arte marcial com muita calma e dedicação, tanto que por um longo período de tempo ele não aceitou alunos, queria ter algo completo para passar adiante. Tanto que em anos nem mesmo ele chegou a nomear ou sistematizar o próprio estilo, eventualmente ficou conhecido apenas como To-de (mãos chinesas) para distiguí-lo da arte marcial nativa de Okinawa. Posteriormente o estilo veio a adotar o nome de Naha-Te para distinguí-lo de Shuri-Te e Tomari-te (Nota: os primeiros nomes, Naha, Shuri e Tomari, referem-se às cidades onde as artes foram criadas. Por isso Naha-Te serial algo como "mãos de Naha" e assim por diante). Apenas a partir da época de Naha-Te que Higashionna passou a admitir alunos.

Chojun Miyagi nasceu no distrito de Higashi-Machi, em Naha em 25 de abril de 1888, o segundo filho de uma família aristocrata dedicada ao comércio de importação e exportação. Seu pai era dono de 2 embarcações que eram usadas pela família para fazer constantes viagens à China.

Miyagi iniciou seus estudos em Shuri-te com 11 anos no dojo de Ryuko Aragaki (1875-1961), mas foi apenas aos 14 anos, mais especificamente em 1902 que ele se tornou aluno de Kanryo Higashionna (1851-1915) de Naha-te, e sob a tutela deste novo mestre é que Miyagi iniciou um árduo e longo período de treino. Graças ao seu talento natural e grande determinação ele conseguiu prosseguir com os treinos, embora muitas vezes passasse por grandes dificuldades e provações.

Alistou-se no exército por dois anos a partir de 1910, onde chegou a ter contato com outras Artes, e foi dessa época em diante que ele começou a se destacar entre os demais alunos de Higashionna, tornando-se um "uchi deshi" (algo como discípulo especial, discípulo de honra), estudando com ele até a sua morte em 1915.

Chojun Miyagi tornou-se aluno de Higashionna aos 14 anos, e seguindo as instruções do próprio mestre também viajou para a China entre 1904 e 1908 para aperfeiçoamento técnico. Ao voltar à Okinawa Miyagi começou a se destacar entre os demais alunos de Higashionna, tornando-se um "uchi deshi" (algo como discípulo especial, discípulo de honra), estudando com ele até a sua morte em 1915, e após mais algum tempo de treino Miyagi começou a ensinar karate, mas diferente do mestre Higashionna, mestre Miyagi introduziu diferentes elementos no treino físico básico incorporando aspectos de calistenia nos tradicionais métodos de ensino do karate, fato que atraiu muitos jovens à arte e logo passou a ganhar notoriedade em Okinawa. E foi o próprio que batizou seu estilo em 1930.




Gōjū-ryū enfatiza a combinação de técnicas duras e flexíveis, sendo Go = Duro/Força; Ju = Flexível/Suave; Ryu = Escola/Estilo. Ambos os princípios vêm do Bubishi (wu bei ji, em chinês), contendo também os princípios do Yin-Yiang, usado pelos mestres de Okinawa durante os séculos XIX e XX, por isso estilo tem forte influência de lutas chinesas e combinando ataques duros e fortes de socos e chutes com a flexibilidade de defesas e bloqueios circulares, bem como algumas técnicas de arremesso, projeções e chaves. Enfatiza-se também técnicas corretas de respiração, que são a base para qualquer movimento de defesa, ataque ou nos exercícios, e métodos que incluem desenvolvimento de força, resistência, calejamento e condicionamento físico.

Chojun Miyagi dedicou toda sua vida ao karate vivendo de acordo com os princípios das artes marciais. O mestre morreu vítima de um ataque cardíaco aos 65 anos (1953).
Fonte: http://www.gojuryudojo.com.br/

Origen do Karate-do


Em todos os países do mundo existe, em maior ou menor grau, a arte marcial com a finalidade de preservar e prosperar seu povo e seus descendentes e, em Okinawa (Ryukyu) existia tradicionalmente o “te” como uma arte de defesa pessoal. Okinawa é a principal ilha do arquipélago RyuKyu, formado aproximadamente por 70 ilhas, localizado entre a ilha de Taiwan e o Japão. Okinawa pertence hoje ao Japão, mas antigamente Okinawa (Ryukyu) se subdividia em três: “Hoku San”, Chu San” e “Nan San” e cada uma formava um governo autônomo, mas em 1429 foram unificadas pelo Rei ShoShin de “Chu San” em um só Reino de Ryukyu e, o governo com finalidade de preservar a estabilidade do Reino por longo tempo, adotou a política de proibição da posse de armas, na época do Rei ShoShin.
Esta proibição proporcionou um grande desenvolvimento do “te” e também do kobudo (usando utensílios de pesca, agricultura e da vida cotidiana para combate).
Entre os séculos 14 e 15,chamada “Era dourada do Comércio”, onde Okinawa se transformou num grande centro de comércio entre a China e os países Sudeste Asiático. Em conseqüência, as relações diplomáticas, culturais e comerciais se estreitaram entre Okinawa e os países do Sudeste Asiático principalmente a China e graças ao fluxo de pessoas (monges, soldados, comerciantes e imigrantes) e de cultura entre Okinawa e a China, o Okinawa-te foi enriquecido pela da arte marcial chinesa (chugoku kenpo) e outras artes marciais vindas do exterior, como a de Taiwan entre outras. Desta forma a arte de luta foi transformada e começou a ser chamada de To-de ou To-te . A palavra “To” representava primeiro a dinastia Tang, da China, e posteriormente passou a representar a própria China; To-de significava, então, “mão chinesa” devido à grande influência do Kempo sobre esta arte marcial okinawense (Okinawa-te). Em 1609, na invasão de Okinawa pelo Japão (clã Satsuma) foram proibidos o uso e a posse de armas e, isso causou um fator inevitável para o desenvolvimento de “te” (Karate) como arte de defesa pessoal. Pela conversa dos anciões, os samurais de Okinawa (praticantes de Karatê) se escondiam dos olhares de outras pessoas durante o dia e, treinavam à noite secretamente, longe de lugares habitados, dentro de matas de montanhas, para aumentar seus golpes de punhos tendo como parceiro de treinamento a natureza tais como árvores e rochas. Com a tradição de várias épocas, os samurais de Okinawa acrescentaram à capacidade de “te” os elementos espirituais como boas maneiras de conduta e educação, se esforçando para o estabelecimento do caminho da arte marcial “Budo”, e o desenvolvimento para o atual “Karate-do”. Havia naquela época três cidades muito importantes em Okinawa: Shuri (a capital), Naha e Tomari Gusuku (distrito de controle direto da dinastia), e devido ao desenvolvimento do Te em cada uma delas ser um pouco diferente, cada “estilo” adotou o nome da cidade onde estava sendo desenvolvido. Assim surgiram o Shuri-te , o Naha-te e o Tomari-te.
O Shuri-te era um estilo considerado como derivado do “Shaolin externo”, bastante explosivo e rápido. Um dos grandes mestres deste estilo foi Sokon "Bushi" Matsumura (1809-1901), aluno do mestre Sakugawa. Este mestre ensinou sua arte não só aos habitantes de Shuri como a alguns praticantes das outras cidades. O Naha-te era um estilo forte e que fazia ênfase na respiração e como tal, foi descrito como “Shaolin interno”. O “Shuri-te” era chamado de escola Shorin e “Naha-te” de escola “Shorei”. Na época de seus melhores discípulos, a escola “Shorin” (mata luminosa) foi denominada de escola “Shorin” (mata pequena) pelo professor Choshin Chibana (falecido) e a escola “Shorei” denominada “Goju” pelo professor Chojun Miyagui (falecido) e assim continua até hoje. Quanto a “Tomari-te” é uma mistura de “Shuri-te” e “Naha-te” e quanto a sua sucessão resta uma parte como a associação “Gohaku”. Atualmente, associaram a estas 3 escolas mais duas: Uechi-ryu e Matsubayashi-ryu, formando 5 principais estilos. Porém, atualmente, estas 5 principais escolas se ramificaram em várias outras escolas devido a diferença de pensamento de seus discípulos.
Fonte: http://www.gojuryudojo.com.br/